Mostrando postagens com marcador Notícia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Notícia. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

A história das míticas rodas Fuchs dos Porsche 911


Favorita também dos fusqueiros, esta roda não é apenas uma bela peça de design: como tudo o que envolve a Porsche, há muita engenharia e genialidade por trás destes cinco raios achatados. Neste post, vamos descobrir um pouco de tudo isso.
Durante a Segunda Guerra, a Otto Fuchs Metallwerke, da cidade alemã de Meinerzhagen, produzia as rodas de alumínio dos veículos militares construídos pela Porsche. Isso explica por que a marca procurou a Fuchs quando pensou em oferecer rodas de liga leve nos modelos 911S. A escolha mostrou-se um acerto quando Karl-Heinz Ochel, engenheiro-chefe da Fuchs, ofereceu a possibilidade de fabricar rodas forjadas, algo que nunca havia sido feito na Alemanha. Isso possibilitaria cerca de 2,5 kg a menos por roda, que ainda seria entre duas e três vezes mais resistente que uma fundida. A unidade 15″ x 5,5″ pesava apenas 4,9 kg!
911targa1988
1988 foi o último ano das Fuchs nos Porsche 911
O desenho das peças foi feito por Heinrich Klie, do departamento de design da Porsche. Klie também desenhou uma série de componentes do 911, como o painel – além de ter criados as linhas do modelo 914. Algo muito curioso é o fato da primeira peça em clay já ter sido aprovada imediatamente por Ferry Porsche, sem o pedido de nenhuma mudança. As únicas alterações, sutis, foram feitas pelo departamento de suspensões (chefiada por Rudolf Hoffmann), para que as rodas atendessem às necessidades de ventilação e de distribuição de tensões.

Como as Fuchs eram feitas

O processo de fabricação da Fuchs era complexo e custoso, envolvendo 58 processos de forjamento, tratamento térmico e acabamento. Tudo começa com uma enorme tora de liga formada por 95%¨de alumínio, com mais de seis metros de comprimento. Dela, eram cortados os tarugos em forma de queijo parmesão que formariam as unidades. Confira abaixo os principais passos:
fuchssteps
Primeira forja (Drop Forging): a peça é prensada por uma força equivalente a 4.000 toneladas, criando a matriz básica
Segunda forja (Drop Forging): a mesma peça sofre outro processo de prensamento, com 7.000 toneladas. Com isso, os raios são desenhados
Terceira forja (Drop Forging): uma prensa de 800 toneladas destaca o excesso de material
Quarta forja: a região do aro sofre o processo de rolamento, ganhando a forma e a largura necessária. 
A Otto Fuchs projetou a peça e os materiais de forma superdimensionada, para que as peças pudessem ser bastante alargadas. Assim, o processo para modelos mais esportivos era barateado, assegurando longevidade de produção das rodas sem alterações radicais de processos industriais.

Por fim, as rodas passam pelo processo de acabamento (retirada de rebarbas, polimento, anodização, pintura e balanceamento).
Belo exemplar de Fusca com as rodas Fuchs
 A Otto Fuchs é uma empresa monstruosa e que existe até hoje, com envolvimento pesado na área automotiva, aeroespacial e de construção. No mundo dos carros e caminhões, a Fuchs produz monoblocos de carroceria, chassis, bloco de motores, componentes de direção e suspensão e, claro, rodas – Aston Martin, Audi, BMW e Mercedes-Benz são alguns de seus principais clientes. Contudo, o mais bacana é que os caras possuem um departamento especializado na restauração de rodas clássicas. Isso sem mencionar que eles produzem a Fuchs para os novos Porsche, de geração 987, 996 e 997 (não deve demorar para surgir modelos para os 991).
fuchsaa

Fonte: Jalopnik

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Fusca é o mais procurado no mercado de usado entre clássicos


A organização do Auto Show Collection, evento que reúne todas as terças feiras mais de 3.000 visitantes apaixonados por carros  antigos, customizados e motocicletas, divulgou nesta semana uma pesquisa feita com seus frequentadores, mostrando quais são os clássicos nacionais mais procurados no mercado de usados. Confira ainda o preço médio de cada modelo.
1º Volkswagen Fusca – Como já era de se esperar, o Fusca é o mais procurado. Fácil de encontrar em qualquer esquina, por ter manutenção barata e peças em qualquer mecânico, o Fusca é líder entre os carros nacionais. No Brasil, foram mais de três milhões de unidades fabricadas entre 1959 e 1986, e depois de 1993 a 1996. O preço médio do sedan também continua em alta: um Fusca fabricado na década de 1970 em bom estado, custa em média R$ 6 mil. Se for da década anterior, o preço médio é de R$ 10 mil. Modelos importados como os alemães e mexicanos chegam a custar R$ 50 mil. A cada semana o Auto Show Collection chega a reunir mais de 150 Fuscas à venda.
2º Chevrolet Opala – O Chevrolet fabricado entre 1969 e 1992 era vendido em três configurações: sedan quatro portas, cupê e a station wagon Caravan é o segundo carro  mais comercializado no Auto Show Collection às terças-feiras. Todas as semanas dezenas de Opalas são oferecidos pelos mais variados preços. As versões fabricadas na década de 1980 são as mais em conta, com preços médios de R$ 10 mil. As versões da década anterior chegam a custar o dobro. Já modelos esportivos como o Opala SS ou o raro Opala Chateau (com interior vermelho) chegam a ter preço de R$ 30 mil.
3º Volkswagen Brasília  outro modelo muito popular e que ocupa a terceira posição é o Brasília, fabricado entre 1973 e 1982, e que teve pouco mais de um milhão de unidades produzidas. O carro que foi revolucionário em seu tempo unia a robustez do Fusca a um desenho contemporâneo e muito espaço interno, é outro modelo acessível para quem deseja ingressar no antigomobilismo. Um modelo em bom estado de conservação, independente do ano, tem preço médio de R$ 8 mil.
4º Volkswagen Gol – mais um Volkswagen figura na lista dos clássicos mais procurados no Auto Show Collection. A facilidade de se encontrar peças de reposição e a robustez mecânica estão entre os grandes motivos que tornam o Gol popular. Um modelo em bom estado, fabricado na década de 1980 e que conserva as características originais, custa em média R$ 7 mil. Versões especiais como o Gol Copa e Gol GTI (equipado com injeção eletrônica) chegam a custar R$ 15 mil.
5º Ford Corcel  derivado de um projeto da francesa Renault (R-12), o Ford Corcel lançado em 1969, é o quinto carro mais comercializado no Auto Show Collection. Seu apelo esportivo, principalmente na primeira versão e o estilo contemporâneo são suas marcas, o que tornam o Corcel um dos mais populares entre os clássicos nacionais. Um Corcel I (1969 a 1977) em bom estado custa em média R$ 7 mil, sendo que a versão esportiva GT pode alcançar o dobro deste valor. Um Corcel Il ainda não é tão procurado por colecionadores, mas um modelo em bom estado também custa em média R$ 7 mil.

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Fusca, o besouro de 73 anos


O Fusca não é um mero meio de transporte. Além de hoje ser objeto de desejo de colecionadores que frequentemente pagam fortunas por um exemplar, seus donos costumam ter histórias de afeto para contar sobre seus carros. Isso, aliás, se percebe ao atentar para os apelidos que o modelo ganhou ao redor do mundo: além do já conhecido por aqui, há "Käffer", na Alemanha, que significa "besouro"; no Chile e na Espanha, chama-se "escarabajo", escaravelho; na França, "coccinelle", joaninha; no Reino Unido, "beetle", também besouro.

É difícil imaginar que um produto tão carinhosamente apelidado tenha sido encomendado por nada menos que o governo de Adolf Hitler, e lançado para ostentar o desenvolvimento tecnológico da Alemanha nas recém-construídas Autobahns, as famigeradas auto-estradas do país.

Seu projeto é atribuído a Ferdinand Porsche, mas várias empresas estiveram envolvidas no processo de criação do Fusca, e até mesmo o próprio governo alemão. Isso culminou na fundação de uma fábrica dedicada exclusivamente ao modelo. À época, as fábricas alemãs eram, em sua maioria, direcionadas a veículos de luxo, montados manualmente, o que os tornava excessivamente caros. O Fusca viria a ser um carro pequeno, econômico, eficiente e de fácil produção. Literalmente um Volkswagen - um carro do povo alemão.

Lançado em 1939, ele chegaria ao Brasil em 1950, importado e originalmente chamado de Volkswagen Sedan, e começaria a ser produzido aqui, com peças nacionais, em 1959. A produção nacional aconteceu até 1986, quando foi interrompida, para ser retomada em 1993, a pedido do então presidente Itamar Franco, até 1996, ano em que foi definitivamente suspensa. Ao final deste período, haviam sido produzidos em território nacional mais de 3 milhões de unidades. 

domingo, 15 de julho de 2012

Carros antigos são os novos alvos dos ladrões


"Não dá para descrever a saudade que sinto desde que ela foi embora." Essa frase, que poderia muito bem estar escrita em uma carta de amor, saiu da boca do dono de uma picape Ford F1000 modelo Super Série ano 1985, roubada no Tremembé, bairro da Zona Norte de São Paulo, em meados de abril. Guilherme Avverame é mais uma das vítimas da recente onde de roubos e furtos de carros antigos no Brasil.
Ainda não existe estatísticas para esse tipo de crime - José Patrício/AE
De acordo com o diretor da Divisão de Investigações sobre Furto e Roubo de Veículos e Cargas (Divecar), Norberto Moraes, não há estatísticas sobre esse tipo de crime, pois as ocorrências não são registradas de forma clara - não há indicação que se trata de um carro clássico.
Mas basta visitar fóruns de discussão e sites sobre antigos para perceber que esse número vem crescendo. O principal destino, segundo Moraes, são os desmanches. Como as peças desses carros não tinham número de série, podem ser revendidas para colecionadores sem que eles conheçam sua real procedência.
Um Fusca laranja 1973 é outra vítima e até hoje não sai da cabeça de Marcos Siqueira. O assalto foi à mão armada em um estacionamento na Rua da Consolação, região central, em dezembro do ano passado. Desde então não houve mais sinais do "besouro".
Dez dias após ser certificado pela Federação Brasileira de Veículos Antigos, o Fusca nem teve tempo ganhar as placas pretas, que estavam encomendadas.
Além da tristeza pelo roubo, Siqueira ainda se viu às voltas com problemas com a seguradora do estacionamento, que ofereceu R$ 7.500 de indenização, valor abaixo do mercado para um VW no estado do seu, que é de cerca de R$ 20 mil. "Não tenho mais esperança de achar meu Fusca. A polícia tem muitos carros roubados para procurar..."
Há até casos de veículos vindos do exterior que desapareceram no Brasil. O uruguaio Leonardo Sarobá foi à Argentina pegar, com um tio, um Fiat 600 feito em 1970.
Ele veio rodando, feliz, até chegar a São Caetano do Sul (SP), onde mora. Duas semanas depois, deixou a namorada em casa, subiu para se despedir e, quando desceu, o 600 havia sumido. "Eu amava essa carro e acho que não vou vê-lo mais."
O lindo Ford Mustang 1966 de Diego Inzaurraga também está nessa lista. Foi furtado em abril.
É difícil evitar prejuízos decorrentes desse tipo de roubo, pois são quase nulas as opções de seguro para antigos. Toda a atenção com esses carros é pouca.
Colaborou Marcelo Godoy
Entre os crimes, até sequestro. Outro tipo de crime que vai além do desmanche e parece ainda mais grave é o sequestro de veículos. Rodrigo Boss, dono de um estacionamento no Rio Grande do Sul, sofre diariamente desde que seu Chevrolet Impala 1968 foi levado por uma quadrilha no dia 16 de junho.
"Tinha vários carros caros lá, muitos de luxo, mas eles nem ligaram." Os bandidos simularam interesse em uma vaga e levaram até documentos falsos. "Foram direto no meu Impala."
Os bandidos pedem R$ 30 mil para devolverem o carro e Rodrigo não sabe o que fazer. "A Justiça até hoje não liberou o rastreamento do celular deles e eu estou perdendo as esperanças de reencontrar meu xodó."
O mesmo sentimento de desesperança assombra Francisco Orosco Sanchez, dono de um Volkswagen TL 1973 furtado em São Bernardo do Campo (SP) há um ano. O carro estava com sua família desde novo e seria dado ao filho em alguns meses, quando ele completasse 18 anos. Mas os ladrões agiram mais rápido. "Meu filho já cuidava do carro, que em 1973 foi dado de presente de formatura à madrinha dele. Até hoje o carro é o ‘papel de parede’ do computador do garoto, que morre de saudade."
Depois de várias tentativas de recuperar o TL por meio de anúncios na internet, Sanchez recebeu um telefonema do Ceará. O homem do outro lado da linha pedia R$ 1.500 de resgate pelo carro. Mas era um golpe.
Algumas empresas, como a DNA Securty, oferecem sistemas de segurança para antigos. Mais de 7 mil micropontos com códigos seriados são instalados em cerca de 40 peças. O serviço permite identificar as partes se o veículo for desmanchado, mas a recuperação nem sempre é fácil.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Presidente do Uruguai vive com R$ 2500 e anda de Fusca


José Mujica, presidente do Uruguai, foi considerado o presidente mais pobre do mundo, segundo o jornal espanhol El Mundo. Mujica abriu mão de 90% do salário de US$ 12500 e vive apenas com R$ 2500 e anda em um Fusca avaliado em pouco mais de mil dólares ou R$ 2000.

O restante do dinheiro é distribuído entre pequenas empresas e ONGs que trabalham 
com habitação. "Este dinheiro me basta, e tem que bastar porque há outros uruguaios
 que vivem com menos", diz o presidente vizinho. Sua esposa, Lucía Topolansky,
 é senadora e também doa a maioria dos seus rendimentos.
O presidente vive num pequeno sítio nos arredores da capital Montevidéu 
e não faz uso do palácio presidencial. Com a chegada do inverno,
 Mujica ofereceu a residência oficial para abrigar moradores de rua.



segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

O último taxista a usar Fusca no Recife,é assassinado

No ultimo dia 04 de janeiro eu publiquei aqui no blog uma matéria contando a  Dono do último Fusca Taxi vai se aposentar , e hoje, fiquei emocionado ao saber que este guerreiro foi mais uma vítima da violência e encerrou sua carreira de maneira covarde por atitudes de pessoas que não existem nem palavras para descrever. Esperamos que este crime seja investigado e seus autores punidos com a pena que merecem.

O taxista Amaro Bernardo da Silva, conhecido por ser o último a circular com um Fusca no Recife, foi encontrado morto no final da noite de domingo (22), na Macaxeira.
Amaro, que por muitos anos fez ponto na frente do Hospital da Restauração e era conhecido por todos como "Seu Lucas", foi assassinado com várias facadas e a polícia encontrou sinais de latrocínio (roubo seguido de morte).
O Fusca laranja placa KFJ 6216 era famoso no Recife. Ele e seu condutor foram personagens de reportagens recentes publicadas no Jornal do Comercio. Na última delas, em dezembro, Seu Lucas lamentava que o carro não fora recadastrado pela CTTU para continuar rodando, apesar de ser uma verdadeira peça de colecionador e não apresentar problemas de manutenção.
O taxista tinha 59 anos.


Seu Lucas foi encontrado morto no interior do carro que ele tanto adorava na Rua Dolores Salgado, Zona Nortedo Recife. Ele levou várias facadas na cabeça. A roupa que ele usava estava rasgada e pertences como celular e dinheiro desapareceram. 
O taxímetro ainda estava ligado quando o corpo foi encontrado. 
Para a Força Tarefa de Homicídios, o crime pode ter sido cometido por mais de uma pessoa. 
Os bandidos teriam fugido em direção à comunidade da Rua do Canal.

Você sabia que ...


...nos testes realizado pela Engenharia da Volkswagen e confirmados pela imprensa especializada, o motor VW 1600 com dupla carburação economizou, na cidade 10% de gasolina e 30% na estrada.
Isso porque a dupla carburação faz a alimentação direta dos cilindros, permitindo a perfeita dosagem da mistura ar-gasolina e, consequentemente, a queima completa de combustível e redução do consumo. E o motor VW 1600 além de estar economizando mais, também está com melhor desempenho. Porque a dupla carburação gera um aumento de potência e um torque elevado, que proporcionam maior elasticidade. O carro fica mais rápido. Mais ágil nas ultrapassagens seguras. Em resumo, dupla carburação quer dizer mais economia, melhor desempenho. Vá ao seu Revendedor Autorizada Volkswagen e comprove todas as vantagens do desempenho econômico da dupla carburação. No Brasilia e no VW 1600.

Mais Economia, Melhor Desempenho !

Espero que tenham gostado e que tenha tirado a duvida para muitas pessoas que duvidavam. Achei isso na net e resolvi posta.

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Thomas, um Fusca Elétrico Feito no Brasil


Um grupo de estudantes da Universidade Tecnológica do Paraná fez com 
que um simpático Fusca 1982 se tornasse um legítimo representante da 
classe dos veículos ecológicos 
ao trocar seu antigo motor à combustão interna por uma moderna 
unidade abastecida por energia elétrica.
Batizado de EcoFusca – ou Thomas, como é carinhosamente chamado pelos 
seus criadores Bruno Masaharu Shimada, Danilo Yamazaki, 
Diego Francisco de Carvalho Rodrigues, Fernando Luiz Buzutti e 
Marcelo Shinji Otsuka, o carrinho foi o fruto de um projeto que 
começou no último mês de março e 
que resultou em sua apresentação “oficial” durante a última 
edição da Semana Nacional de Ciências, 
que aconteceu entre os dias 17 e 23 desse mês.


Apesar do tempo relativamente curto para sua execução, os jovens afirmam 
que os primeiros esboços surgiram na década de 80, quando o 
engenheiro elétrico  londrinense Jilo Yamazaki 
projetou um veículo que dispensava o uso de 
combustíveis fósseis para se locomover. Este projeto foi usado 
como referência para a adaptação do Fusca.
O característico motor de 1.6 litro refrigerado à ar que desenvolvia 
cerca de 50 cv de potência deu lugar a uma unidade elétrica, 
produzida no Brasil, que tem módicos 15 cv a sua disposição.
Como os motores elétricos dispõem de 100% de seu torque desde 0 rpm, 
os estudantes dizem que Thomas é capaz de se locomover em trajetos 
urbanos com até mais disposição do que um Fusca comum. 
Mas questões de segurança fizeram com que o grupo 
limitasse sua velocidade  máxima a apenas 60 km/h, 
“suficiente para trajetos na cidade”.


A energia usada para abastecer Thomas vem de 25 baterias de chumbo-ácido 
(do tipo comum, usadas em automóveis), instaladas no lugar de seu banco traseiro 
e debaixo do capô dianteiro, onde costumava ficar seu tanque de combustível. 
”O alto custo das baterias de íons de lítio as inviabilizaram no momento” 
afirmou Marcelo Shinji ao TB.
Por conta desta limitação, o EcoFusca tem autonomia de 60 quilômetros 
e seu tempo de recarga é de 8 horas. Só para comparar, as modernas 
baterias de ions de lítio do Mitsubishi iMiev oferecem 160 km 
de autonomia, com tempo de recarga de 14 horas em uma tomada de 
110V ou 7 horas em 220V (com 80% de sua capacidade em menos de 1h).
A adaptação de Thomas para eletricidade custou cerca de R$ 25 mil 
e seu custo por quilômetro rodado é de R$ 0,07, contra R$ 0,26 
em um carro comum.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Kombi brasileira passa a ser vendida na Europa


A Kombi é o modelo mais antigo da Volkswagen fabricado no Brasil. Começou a ser montado em São Bernando do Campo (SP), em 1957, com motor 1.2 litro, refrigerado a ar e sistema elétrico de 6 volts. Continua sendo feito até hoje na mesma linha de montagem paulista. Mas, comas novas normas que entrarão em vigor a partir de 2014, que obrigaa instalação de freios ABS e duplo airbag em todos os modelos nacionais, a perua corre o risco de ter uma grande despedida, assim como aconteceu com o Fusca no México, em 2003.



Porém, antes do adeus, a"Velha Senhora" volta a ser exportada para a Europa, primeiramente para a Holanda, onde recebe uma preparação caprichada para camping. Vem com sofá, mesa, geladeira, pia de aço inoxidável, fogão de duas bocas, teto rebatível, porta-estepe, rack e rodas de liga leve, entre outros acessórios e equipamentos. Tem o mesmo motor oferecido no Brasil, o 1.4 de 80 cavalos. Mas ao invésde custar os R$ 48.850, conforme a tabela da marca alemã praticadano mercado brasileiro, o carro está cotado entre 32.425 euros (algo em torno de R$ 77.628) e 77.190 euros (aproximadamente R$ 134 mil). Que chique, não?




sábado, 29 de outubro de 2011

História do VW SP1/SP2

A série SP foi uma série de carros esporte desenvolvidos pela Volkswagen do Brasil para o mercado interno, de 1972 a 1976; o nome supostamente é um acrônimo para São Paulo (outras fontes atribuem a sigla à Special Project ou Sport Prototype).
Nos anos 70 o mercado brasileiro estava fechado a importações. Os únicos carros esporte oficialmente feitos aqui eram o Karmann Ghia e seu sucessor, Karmann Ghia TC. Apenas fabricantes independentes atingiram algum sucesso, notavelmente o Puma

 A subsidiária da Volkswagen no Brasil sempre gozou de uma certa independência da matriz alemã, graças entre outras coisas à presidência de Rudolf Leiding (que seria futuramente presidente da matriz). Em 1969 ele deu partida em um projeto independente, totalmente feito no país, para um carro esportivo de carroceria leve. Uma equipe liderada pelo engenheiro Senor Schiemann iniciou o que chamaram de Projeto X, e apresentaram o protótipo (executado por José Vicente Novita Martins, Marcio Piancastelli e Jorge Yamashita Oba) na Feira da Indústria Alemã em março de 1971. Mas levaria ainda mais um ano até que o carro ganhasse as ruas.

O SP, nome final do carro, foi construído na plataforma da Variant, oferecido com o mesmo motor boxer de 1600cc, versão chamada de SP1, ou com um motor 1700cc, chamado de SP2. Este último desenvolvia 75cv, 160Km/h e fazia 10 km com um litro, e foi a versão que prevaleceu no mercado.
Quando o carro foi apresentado, rapidamente atraiu a atenção da mídia especializada. Possuía um interior requintado, um acabamento de alto nível e muitas outras melhorias em relação a linha VW a ar da época (superior inclusive ao outro "esportivo" da Volkswagen na época, o Karmann Ghia TC).
O SP1 logo saiu de linha, já na época do lançamento. Com sua baixa performance (apenas 65 cv em um motor 1600), ele não agradou.
Esse problema viria assombrar o SP2 também. Na verdade, uma piada maldosa da época dizia que a sigla "SP" significava "Sem Potência"

 
Logo ficou claro que o carro, apesar de seu notável design, não conseguiria derrotar o Puma na performance. Embora eles usassem um motor similar, o Puma era feito em fibra de vidro, muito muito mais leve do que o aço empregado no SP2. Isso, evidentemente, refletiu-se nas vendas, assim como o próprio anacronismo do motor à ar na época. O preço do carro, empurrado para cima devido à produção em pequena escala, também não ajudava (pelo preço do carro se comprava dois Fuscas 1300 na época). Assim, o carro saiu de linha em 1976.
Com um total de 10.207 unidades fabricadas (670 deles exportados para a Europa), o carro agora é valorizado como um item de colecionador e os preços de um exemplar bem preservado podem ser bem altos.

domingo, 23 de outubro de 2011

Historia da VW Variant



A Variant foi lançada em 69, com a frente alta com faróis quadrados (iguais aos do Zé do Caixão, lançado em 68), lanternas traseiras fininhas, e o quebra vento na lateral do vidro traseiro... Este modelo ganhou uma pequena ''pincelada'' no segundo semestre de 70, com o lançamento do TL, e a única diferença foi à adoção do conjunto ótico do TL (faróis duplos redondos), e leve modificação no capo dianteiro... O Zé do Caixão, também ganhou as mesmas modificações na dianteira, na mesma ocasião... Ficaram os três com a frente idêntica, durante esse período da metade de 70 até a metade de 71.

No segundo semestre de 71, a linha TL/Variant ganharam a chamada frente baixa, e o Zé do Caixão deixa de ser produzido, substituído pelo TL 4portas... A Variant manteve o quebra vento na janela lateral e as lanternas fininhas até o fim de 72... Em 73, ganha três saidinhas de ar na coluna C, perde a tal janelinha lateral, e ganha as lanternas traseiras maiores, mantendo esta configuração até 77, quando saiu definitivamente de linha, abrindo espaço para a chegada da Variant II... Em 74, o volante, a padronagem dos bancos, e a manivela do vidro mudaram, as calotas cromadas viraram copinhos (pra toda a linha), e a grade traseira passou a ser a do Brasilia... Em 75, ganhou outro painel, as lanternas traseiras passaram a ser bicolores (antes tricolores), perdeu o logo VW 1600 da tampa traseira, e a haste dos limpadores do para brisa passaram a ser pretas, entre outros pequenos detalhes (o TL sai de linha oficialmente nesse ano, mas é possível encontrar alguns restos de estoque emplacados como 76).

Em 76 ganha a trava do encosto do banco e novo apoio de braço das portas... Em 77, ultimo ano, perdeu os bigodinhos da frente e o logotipo VW dianteiro passa a ser de plástico...
Quanto as cores, são praticamente as mesmas do Fusca de mesmo ano, mas a partir de 72, Variant/TL, SP2 E TC tiveram curiosas cores metálicas, como o prata, marrom, verde e azul (alem de um vermelho que parecia meio rosa), bem raras por sinal.


Lançada em 1977, a segunda geração da Variant foi um produto exclusivamente brasileiro. Durou apenas três anos no mercado, mas ficou marcado como o mais evoluído derivado do VW Fusca - principalmente no que se refere aos aspectos técnicos.
A começar pela suspensão dianteira, que utilizava o moderno sistema McPherson, substituíndo o tradicional corpo de eixo duplo com com feixes de lâmina de torção e braços arrastados superpostos, adotado em toda a linha VW a ar. Na traseira, mantiveram-se as barras de torção, mas a geometria mudou totalmente, saindo o envelhecido semi-eixo oscilante para dar lugar ao mais eficiente braço semi-arrastado. O "facão" continuou, mas apenas como elemento de ligação de cada braço à sua barra de torção.
Outra novidade era a nova distância entreeixos, aumentada em 9,5 centímetros. mesmo assim, a Variant II era apenas 1,5 centímetros mais longa que a primeira geração do modelo. Porém, devido aos balanços mais curtos, bem como a maior área envidraçada de suas linhas retas e angulosas (típicas da época, inspiradas no VW Brasília e no VW Passat), a "nova" Variant passava a sensação de ser consideravelmente maior se comparada ao modelo que sucedeu.

domingo, 16 de outubro de 2011

Fusca 1300GL

 Lançado oficialmente em Novembro de 1981 como modelo 1982, a versão 1300 GL teve uma passagem relâmpago no Brasil. Chegou sem aviso e desapareceu do mesmo jeito.

Sua produção bastante limitada não chegou nem mesmo ao final de 1982.


Essa versão quase anônima do Fusca saía de fábrica com equipamentos como desembaçador traseiro, vidros verdes, acendedor de cigarros, relógio, sistema de ar quente,carpetes em bucle, bancos dianteiros com encosto de cabeça, tampa do tanque de combustivo com chave e cromada, vidros traseiros basculantes e borrachão nos para-choques

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Fusca anfíbio da 2ª Guerra é leiloado na internet

Os fusqueiros com disposição para gastar cerca de R$ 300 mil em um modelo histórico devem correr para o eBay, site de compra e venda pela internet. Lá está sendo leiloado um Schwimmwagen, uma espécie de Fusca anfíbio desenvolvido especialmente para a Segunda Guerra Mundial.
A Volkswagen produziu 15 mil unidades entre 1942 e 1944. Para que funcionasse na água, o modelo contava com uma hélice retrátil e um assoalho semelhante ao casco de um barco.
Hoje, restam apenas 125 unidades do anfíbio, sendo que três deles estão no Brasil. O modelo à venda pertence a um colecionador americano que na década de 1950 comprou e restaurou esse verdadeiro Fusca de guerra.


sexta-feira, 29 de julho de 2011

Bebê nasce em fusca à beira da Linha Verde em Curitiba- PR

Por causa do trânsito congestionado na Linha Verde, policiais militares que trabalham no módulo da Central de Abastecimento de Curitiba (Ceasa) fizeram um parto na última terça-feira pela manhã. Eles acudiram Jucineide Moraes, 29 anos, que já sentia contrações desde o final da madrugada. A mulher deu à luz um menino, dentro do Fusca de marido, Willian Mayer Nace, às margens da Linha Verde, no Pinheirinho.

O casal chegou ao módulo por volta 7h30. Enquanto o cabo Chaves auxiliava no parto do menino, oscompanheiros chamaram o Samu, que chegaram 15 minuitos depois de o bebê nascer e levaram mãe e filho para o hospital para receber atendimento médico. O nome do bebê será Rayan Willian. O cabo Chaves, que fez o parto, é pai de cinco filhos, mas não deixou de se emocionar ao ver o nascimento de Rayan.

terça-feira, 19 de julho de 2011

Uma Joia de Fusca

Na cidade de Joia, se revela a fascinação que o lendário veículo exerce sobre os moradores , uma cidade apaixonada pelo “besouro"

O município de 8 mil habitantes, a 424 quilômetros de Porto Alegre, demonstra ter a maior frota do carro no RS, proporcionalmente à população. Dez minutos no centro e cinco Fuscas passam, rugindo de vaidade a cada seta e curva.
– O Fuca, como o gaúcho diz, sem o s, é a nossa adoração – afirma a advogada Lígia Bernardes.
Agricultores usam o Fusca para o vai e vem da lavoura, jovens empregam o Fusca para conquistar gurias. Em Joia, ele sequer saiu de moda. A cidade é uma Cuba brasileira dos carros antigos, um museu a céu aberto, um túnel no tempo.
– Sempre tem um deles por semana para consertar. Ele forma minha aposentadoria – comenta o mecânico Sani Jorge Goulart, 50 anos.



O carro zero mais vendido no mundo em 1972 e atualmente o usado mais revendido no país é a paixão de Zenir Disott. O gaudério já teve dois deles, e não cansa de sua praticidade. Para andar um pouquinho no modelo verde de 1971 do vizinho, até se oferece para uma boa ação, como levar a filha do compadre, Aline Facin, 25 anos, à rodoviária.
– Não há necessidade de pedir licença, é o carro mais próximo do cavalo em termos de confiança.
Sua vida foi influenciada pelo Fuca.
– Aprendi a dirigir nele, tive a primeira namorada nele, às vezes tinha que abrir o vidro para dar espaço ao amor.
– Fusca vale para quem trabalha e para quem coleciona. É disputado como relíquia. Investe-se mais aparelhando o Fusca do que se gasta comprando um veículo novo – conceitua o comerciante Marion Alves, 48 anos.

Veja o fuscão preto de Joia:

Existe toda uma história de cobiça secreta para garantir a sonhada máquina na garagem. Marion surpreendeu o filho Glauber, 26 anos, no Natal de 2010. Ofereceu um Fuscão preto de presente. O rapaz viajou a trabalho para Panambi, onde é funcionário público concursado. Seu irmão Glauco, 23 anos, ficou o responsável por cuidar do Negrinho. Feito o golpe de estado.
– Vá que um dia Glauber veja meu capricho (lavo a carroceria semanalmente), e me libere o auto para sempre – chantageia.
– Se acontecer, juro que canto na praça a canção de Almir Rogério: Fuscão preto você é feito de aço/ Fez o meu peito em pedaços.
Apesar dos 1m86cm, Glauco entra facilmente no carro:
– Fuca tem um fundo falso.
Sua teoria é de que o Fusca sensibiliza o dono pela humildade e pela aparência terna de besouro, de capô redondo e faróis graúdos parecidos com olhos de órfão.
– É simples e confortável, a manutenção é fácil, não precisa entender de mecânica, ele entrega seu coração sem mistério.
Acostumado a viajar para Ijuí, a 40 quilômetros de Joia, o Fuscão preto não o deixa na mão. Um arame é seu pronto-socorro.
Fonte: Zero Hora

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Modificação no carro requer autorização do Detran; veja as regras

Alteração de cor e mudança na suspensão, rodas e pneus precisam de aval.
Multa prevista para quem infringe regra é de R$ 127,69.

Deixar o veículo arrojado como os do filme ‘Velozes & furiosos’, cuja nova sequencia acaba de estrear no Brasil, e bancar Toretto (personagem de Vin Diesel) ou Brian O’Connor (Paul Walker) requer cuidados com a lei. Antes de rebaixar ou "turbinar" o automóvel, é preciso seguir as regras estabelecidas pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran) sobre o que pode e o que não pode ser modificado. Segundo o Código Nacional de Trânsito, rodar em veículos alterados sem a documentação necessária acarreta em multa de R$ 127,69 e cinco pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

 Fusca foi completamente modificado em SP

'Locomotion' legalizado
O empresário Denyson Barone, de 51 anos, modificou quase tudo no Volkswagen Fusca 1976 que ele chama de Locomotion. Do original, sobrou apenas o chassi central.
Ele diz que seguiu à risca todas as normas estabelecidas para não sofrer com a fiscalização -mesmo assim, é parado pela polícia. "Sou parado direto por policiais, principalmente nas estradas. Como estou com os documentos ok, não sou multado. Mas os policiais então acabam perguntando sobre o carro”, conta o morador de Santo André, também no ABC paulista.
O Fusca de Denyson teve alterados os pneus, para-lamas e carenagem, trocada por uma de fibra de carbono. Já o motor é o de uma de Kombi, ligeiramente revigorado para gerar mais potência. “É um carro extremamente seguro. Todos os reforços são tubulares, inclusive com ‘santantônio’ (estrutura que protege os passageiros em caso de capotagem)”, revela o empresário.


Do Fusca 1976 de Barone sobrou o só o chassi central

Primeiro passo é pedir autorização
Antes de levar o veículo à mecânica e fazer qualquer modificação, o proprietário deve seguir um cronograma. O primeiro passo é ir até o Detran local e solicitar uma espécie de autorização para as alterações a serem feitas. Todos os documentos do carro e do proprietário serão exigidos.
“Por falta de informação, muitos têm o carro reprovado no Detran por terem feito as modificações antes de fazer essa solicitação”, explica o advogado Marcelo José Araújo, presidente da comissão de direito de trânsito da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) do Paraná.
Recentemente, em Santa Catarina, um Fusca 1978 transformado em "baja" teve negado o licenciamento por falta de prévia autorização para que as mudanças fossem feitas. O caso foi parar na Justiça, que manteve a decisão do órgão de trânsito de não licenciar o veículo. De acordo com o advogado do proprietário, Adilson Bauer, os recursos cabíveis se esgotaram e agora eles em buscam uma outra solução para o caso.
Quando a modificação é autorizada, o passo seguinte é escolher um mecânico de confiança para fazer a modificação, pois, dependendo da forma com que for feito o serviço, o veículo pode ficar perigoso de se dirigir.
“Já vi cada coisa por ai. Tem gente que para rebaixar a suspensão simplesmente corta as molas. Ou elevam a potência do motor a faixas altíssimas com a utilização incorreta de turbos”, alerta Ricardo Boch, professor do curso de engenharia mecânica do Centro Universitário da Fundação Educacional Inaciana Pe Sabóia de Medeiros (FEI).
Mudança consta no documento
Após a realização das modificações, o proprietário deve seguir para uma das oficinas credenciadas pelo Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro), onde o veículo passará por um processo de validação. A lista das oficinas está no site do instituto.
Se aprovado, a última etapa é voltar ao Detran para a obtenção do número do Certificado de Segurança Veicular (CSV), que é registrado no campo das observações do Certificado de Registro de Veículo (CRV) e do Certificado de Registro de Licenciamento de Veículos (CRLV).
Fonte: G1

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Conheça o projeto de lei da placa amarela

Conheça, na integra, o ofício do deputado federal Prof. Ruy Pauletti encaminhado ao Contran com o pedido da criação de placas especiais (amarelas) para carros antigos modificados, réplicas e hot rods, lei que visa, entre outros aspectos, liberar tais veículos da Inspeção Veicular Ambiental 

Ilmo. Sr.
Alfredo Pires da Silva
M.D. Presidente do Conselho Nacional de Trânsito
N/C

Senhor Presidente,

Portarias de n° 56 e 127 do CONTRAN determinaram que clubes de carros antigos sem fins lucrativos podem emitir “Certificados de Originalidade”. Tal Certificado concede ao veículo autorização, com um mínimo de 30 anos desde a data de fabricação, para registro sob a chamada Placa Preta, que identifica veículos com um mínimo de 80% de originalidade. Veículos sob essas circunstâncias precisarão, necessariamente, fazer parte de uma coleção.
Entretanto, são poucos, no Brasil, os veículos que se encontram sob tais condições, pelo grau elevado de originalidade, deixando de fora um número muito grande de veículos antigos mantidos sob excelente estado de manutenção e conservação, mas não necessariamente preservados rigorosamente conforme concepção original, contribuindo, no entanto, da mesma forma, para a valorização e resgate da história automotiva nacional e mundial.
Em outros casos, veículos construídos nos dias atuais, mas sob inspiração de veículos antigos, sendo equipados de forma personalizada, com acessórios modernos ou de época, também não são contemplados pelo Certificado de Originalidade, haja vista não possuírem o tempo mínimo de existência para enquadrar-se nas regras da Placa Preta.
Por fim, motocicletas e triciclos construídos artesanalmente são um capítulo à parte na história dos veículos automotivos, constituindo-se em verdadeiras obras de arte únicas e originais. E, da mesma forma, também não são contempladas no Certificado de Originalidade, por razões óbvias.
Assim, entendemos que a veículos que se enquadrem nas características que sugerimos a seguir possam receber uma identificação distinta do restante da frota, como reconhecimento ao papel que prestam à sociedade como mantenedor da história automobilística. Tal distinção seria na forma de uma Placa Amarela, seguindo o padrão das placas de identificação usuais, contendo três letras e quatro número. Exigir-se-ia de seus proprietários o compromisso para a sua rigorosa manutenção, sob pena de ter cassada a licença especial. Tal qualificação auxiliará em muito no estímulo aos proprietários de carros hoje chamados de velhos a tornarem-se, com a devida conservação e investimento, carros antigos, sendo assim reconhecidos e distinguidos.
Nossa proposição qualifica como veículos aptos a receberem a placa amarela aqueles que atendem às seguintes qualificações:
a) veículos antigos modificados, nacionais e importados, com mais de 25 anos de fabricação. Entendemos como veículos antigos modificados, automóveis de passeio, utilitários e motocicletas de fabricação em série, que preservem as principais características originais, mas contenham acessórios, de época ou não, que modifiquem detalhes externos e internos em sua estrutura e parte mecânica;
b) réplicas, que são automóveis de passeio e utilitários de fabricação artesanal concebidos em pequena série ou mesmo de existência única, à imagem de veículos antigos, mas não necessariamente apresentando todos os itens de originalidade do modelo que o inspirou, podendo conter acessórios de época ou atuais;
c) automóveis de fabricação seriada, cujos modelos iniciais foram produzidos nas décadas de 60 e 70, mas que, eventualmente, tiveram fabricação estendida até a década de 90, de marca Chevrolet, modelos Opala e Chevette; e de marca Volkswagen, modelos Fusca e Passat (nacional), configuram-se em exceções meritosas, estando contempladas, também, com a Placa Amarela, desde que em atendimento a todas as exigências especificadas.
Os veículos enquadrados na Placa Amarela ficariam isentos da Inspeção Veicular Anual, tal como ocorre com os veículos detentores de Placa Preta.
Seriam responsáveis pela inspeção e outorga do Certificado de Veículo Modificado as Associações de Proprietários de Veículos Antigos e Modificados da respectiva Unidade da Federação, entidades sem fins lucrativos devidamente reconhecidas na forma da lei.
Na expectativa de sua apreciação favorável, subscrevemo-nos
Atenciosamente,

Professor Ruy Pauletti
Deputado Federal


Finalmente alguém que olha pelos nossos queridos Veículos antigos.